domingo, 25 de outubro de 2015

Cultura

Movimento Cultural da Juventude de Itaquera realiza shows neste domingo (25)


O Movimento Cultural da Juventude de Itaquera - MCJI, realiza neste domingo uma série de shows culturais, para a galera da Zona Leste, (gratuito)

A finalidade do movimento, é levar cultura e lazer para a juventude da Zona Leste, ao mesmo tempo, o evento tem como finalidade servir de espaço para que os artistas da região mostrem seu trabalho para toda a sociedade.

Um pensamento se transforma em realizade
O movimento nasceu da organização dos jovens da região, que sentiram a necessidade de trazer para Itaquera mais espaços de lazer e de cultura, visto que a periferia é carente de oportunidades para que os jovens possam desenvolver arte e cultura em função da  dificuldade de espaços para apresentação de seus trabalhos.

Assim, o movimento em parceria com a prefeitura e com diversos outros movimentos culturais da cidade, entre eles o movimento da Zona Norte, buscaram em 2014 fazer uma experiência que foi um sucesso.

1º evento do MCJI em 2014, foi um sucesso
Os organizadores, amadureceram a ideia e buscaram parcerias, bem como, buscaram novas alternativas para a realização dos eventos. 

A resposta dos artistas da região foi imediata, com uma adesão acima do esperado, o que valoriza o evento, além da estrutura profissional e equipamentos a disposição dos artistas e do publico.

Casarão Cultural da Zona Norte reunião com movimentos da cidade
Mais que isso, este tipo de espaço, serve como válvula de escape, para os problemas dos chamados rolezinhos, que quase sempre acabam gerando tumultos e desentendimentos entre moradores, segurança publica e juventude, o que acaba criminalizando os movimentos juvenis que buscam alternativas de lazer.

Estrutura, para os artistas e para o publico.
O evento começa a partir das 14 horas, no  bolsão de estacionamento ao lado da EMEI Sylvia Varoni de Castro Prof , situado entre as ruas Artur Vital e António Gandini Rua da Escola Ruth Cabral Troncarelli no bolsão do estacionamento da COHAB II.

Presenças confirmadas: Mc bielDS , Mc juninhodac2, Mc miika, Mc nene . da dupla magrelo e nenê, Juniorblackstyle, projeto na contra mão do mundo, Jah Cleber, além de atrações surpresas.

Mais informações, é só acessar as páginas do MCJI





Por: Gilberto Braw

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Assembleia do dia 24.10 é golpe nos servidores da Fundação Casa e pode custar o emprego

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Reuniões de negociação entre FC e Sindicato e nada de beneficio para a categoria


Os servidores da Fundação Casa de São Paulo, estão prestes a tomar um verdadeiro golpe do sindicato se não se mobilizarem rapidamente para a assembléia que será realizada neste sábado dia 24.10 no sindicato dos Químicos de São Paulo, localizado na Rua Tamandaré, 348, bairro da liberdade.


Segundo um diretor do sindicato que não quis se identificar, a assembléia foi chamada na surdina, sem divulgação e nem alarde justamente para impedir a participação maciça dos trabalhadores da Fundação Casa na discussão da separação dos seguimentos e, segundo o mesmo diretor, pessoas que se dizem oposição a diretoria estão fechados com esse golpe, que inclusive teria indiretamente uma certa relação com os movimentos na mudança do CBO dos trabalhadores e que pode custar o emprego de muitos.


Do Golpe dos delegados e a divisão do Sindicato

Segundo o Diretor nos informou, a assembléia foi chamada para as 15 horas, no entanto, a partir das 8 horas da manhã ocorrerá um suposto seminário com delegados sindicais, onde a maioria dos delegados da FC serão pegos de surpresa, com a proposta de esboçar uma pauta para a assembleia, que já estará definida e o resultado será garantido a favor do grupo liderado por Maria Gusmão, na base da mão grande, com seguranças como ocorreu na ultima assembléia da campanha salarial da FC.

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Assembléia da Rede convêniada aprova reajuste de 9.5%, enquanto na FC foi apenas 7% discriminação ou manobra.


Só para se ter uma ideia, a rede conveniada terá 170 delegados, enquanto o seguimento FC contará apenas com 70 delegados, demonstrando que vão tomar uma surra na votação da manhã e que definirá os rumos da nova entidade.

Mas não pense nosso caro leitor que o golpe para por ai, a pretensão é nesta mesma assembléia que separa os seguimento, que a rede conveniada fique com todo o patrimônio, sob a  alegação de que a sede do sindicato foi comprado com dinheiro da rede conveniada. Só que o sitio da categoria - Sitraclube que foi comprado com o dinheiro dos servidores da Fundação Casa, e que valia mais de hum milhão e duzentos mil reais, foi vendido a preço de banana por supostos duzentos e trinta mil e o dinheiro sumiu, ninguém sabe onde foi parar.

Desta forma, na parte da manhã, a diretoria do sindicato, conjuntamente com alguns membros da suposta oposição, vão definir as regras da assembléia da tarde, e os delegados da FC que não concordarem com isso, só vão poder espernear pois vão ser maioria absoluta. 

Só para se ter uma ideia, segundo o diretor, o sindicato esta disponibilizando transporte para a rede conveniada, onde inclusive muitos dos que virão nem da categoria são, enquanto os servidores da fundação, responsáveis por mais de 70% do custeio do sindicato vão ter que se virar para ir a assembléia.

Outro dado, é que a assembléia foi marcada para este dia e neste horário em função das provas do ENEM, onde uma boa parte da categoria da FC vai prestar a prova.


Dos objetivos escusos e do risco de perder o emprego para os servidores da FC

Outra questão alertada pelo referido diretor do sindicato e confirmada por um servidor da sede da FC que pediu anonimato por exercer um cargo de confiança, é que, o Grupo de Maria Gusmão, Aldo, João faustino, Monica, Adônico, Cleuza,  vem as escondida se reunindo com representantes da FC e do Governo para traçar esse golpe meticuloso.

Nos últimos dias, os servidores tem notado a mudança no CBO funcional de suas ocupações ou seja cargos. Segundo as informações, a intenção de terceirizar a Fundação Casa, os servidores seriam transferidos para a secretária de Educação e com o fechamento das escolas, o governo teria os argumentos necessários para posteriormente fazer a demissão em massa destes servidores.

Para conseguir atingir este intento, a assembléia de amanhã, além de fazer a separação dos seguimentos, manteria os diretores do sindicato da Fundação Casa que já estão, ampliando o mandato deles sem eleição e ainda colocariam mais um grupo de trabalhadores para compor a nova direção entre eles alguns membros da oposição que estariam fechados com estas propostas. Em troca esta parte da direção ao invés de serem transferidos para a educação, seriam transferidos para o sistema prisional garantindo seus empregos enquanto a maioria absoluta da categoria amargaria o desemprego.

Todas estas denuncias do diretor do sindicato e deste cargo de confiança, fazem sentido e devem ser apuradas com muito rigor pela categoria que deve comparecer em peso na porta do sindicato dos Químicos de São paulo amanhã as 8 horas da manhã para impedir este tipo de golpe, pois se observarmos os movimentos da FC e da diretoria do sindicato nos ultimos meses, veremos que a FC tem feito um esforço enorme para desmoralizar o corpo funcional através de sua corregedoria que até, faz barganha com internos para acusarem servidores inocentes como denunciamos hoje aqui no Jornal Língua Afiada.



Servidores se revoltam e ameaçam quebrar tudo amanhã, o que deve ser feito?

O Jornal Língua Afiada, diante desta informações ligou para diversos servidores e começou a monitorar as redes sociais para saber a opinião dos servidores da FC.

Para Josiane Aponi do complexo Vila Maria, esse tipo de golpe já era esperado e a categoria tem que ir pra cima com tudo pois, não podemos aceitar que o sindicato que deveria representar os servidores tente vende-los de forma descarada.

Para ela, deveria primeiro ser feita uma auditoria no sindicato para saber onde foi parar o dinheiro da venda do sitio, os empréstimos feito a diretores que não foram pagos, o carro do sindicato que era usado por Julio Alves no valor de mais de 70 mil e que segundo denuncias foi supostamente vendido para o próprio diretor a preço de banana, onde foi parar o dinheiro das homologações da rede conveniada, entre tantas outras irregularidades, para depois sim chamar uma assembléia da categoria e fazer o desmembramento.

Já para Carlos Buril do complexo Brás, a diretoria do sindicato não quer fazer uma auditoria no sindicato pelo Ministério Publico, pois diante de tanta maracutaia que existe lá, com certeza ou muitos sairiam presos ou ficariam inelegíveis sendo expulsos do sindicato.

Nas redes sociais, tem servidor convocando toda a categoria para invadir o sindicato, chegando em um dos cometários a incentivar a categoria a colocar fogo na entidade, o que é lamentável, visto que uma entidade sindical deve ser preservada e caso se confirme todas as denuncias feitas pelos servidores, devem de imediato procurar o Ministério Publico para que este venha a tomar as providências cabíveis, inclusive de realizar uma auditoria na entidade sindical.

Conforme postagens veiculadas nas redes sociais, os servidores que não concordam com os encaminhamentos feitos pela entidade sindical, que diga-se de passagem, esta fazendo a assembléia de forma escamoteada, uma vez que não fez divulgação correta para todos os servidores de sua base em especial aos servidores da FC, devem comparecer amanhã dia 24.10.2015 a partir das 8 horas da manhã na Rua Tamandaré, 348 sendo ou não sócios, visto que este tipo de assembléia não é necessário que o servidor seja sócio da entidade sindical.

Por: Gilberto Braw

Fundação Casa: Corregedora influencia interno a mentir em processo aponta documentos


Em setembro de 2014, os deputados Antonio Mentor e José Mentor, ingressaram no Ministério Publico do Trabalho e Ministério Público Estadual, denunciando  o Corregedor e a Presidente da Fundação CASA de São Paulo por suspeita  de fraudar depoimentos de internos para prejudicar os servidores.


Nas denuncias, os deputados ainda relataram o uso da corregedoria como órgão de cassação politica de servidores, entre diversas outras denuncias e pediram providências. No entanto, apenas o Ministério Publico do Trabalho instaurou procedimento para apurar o assédio moral cometido pelo comando da instituição contra os servidores.

O Jornal Língua Afiada, obteve com exclusividade, depoimento de um interno datado de 04.03.2015 a corregedoria da instituição, onde, o interno L T D S, confirmou ter sido influenciado pela corregedora auxiliar Márcia Regina Gomes, para dizer em depoimento colhido por ela em 30.10.2013, que foi agredido pelos servidores em troca de benefícios de transferência. 

Neste processo Administrativo, alguns servidores foram punidos com suspensão e um deles, Norival Cândido Machado Junior, foi demitido por justa causa. 


Para  o advogado João Batista Alves Gomes, o processo aparenta estar carregado de vícios, cerceamento de defesa, além de suspeita de manipulação dos internos para que acusem os servidores,.

Dr. João argumenta que, uma corregedora incentivar o interno a mentir em prejuízo dos servidores, é de uma falta gravíssima, visto que, coloca em risco não apenas o emprego do servidor, mas também sua integridade física, psíquica e moral, sendo inadmissível tal brutalidade contra o trabalhador.

Em seu depoimento realizado em 30.10.2013, o adolescente L T D S, afirmou ter sido agredido pelos servidores, sofrer ameaças entre diversas outras questões. No entanto, no dia 04.03.2015, em novo depoimento a corregedoria, o mesmo adolescente fez uma revelação que colocou em xeque toda a credibilidade dos procedimentos apuratórios realizados pela Corregedoria, confirmando as suspeitas de fraudes e forjamento de depoimento de adolescentes levantada na representação dos deputados aos MPs.

O Adolescente afirmou "reconheço sendo como minha a assinatura aposta no depoimento colacionado ás fls.105/107 dos autos, o qual eu reitero em parte;  que desejo esclarecer que nem todos os fatos mencionados no referido depoimento são verdadeiros; que desejo esclarecer que NÃO fui agredido pelos servidores na ocasião dos fatos; que somente disse que fui agredido porque fui influenciado pela Corregedora que me ouviu; que as influencias consistia em propostas de transferências e adiantamento do meu caso................que não fui transferido como a Corregedora prometeu.........."


Mas não pense nosso caro internauta que isso é grave. O cerceamento de defesa sofrido por estes trabalhadores que foram prejudicados, foi o mais gritante. O corregedor não permitiu que fosse juntado aos autos,  as imagens da  câmera de vídeo, que claramente demonstraria a verdade dos fatos, ou se quer, tomou qualquer providência sobre estes fatos, mantendo o prejuízo ao trabalhador.


Observa-se ai que, mesmo os trabalhadores elaborando um boletim de ocorrência na Delegacia, para que os internos fizessem o IML, e assim constatassem que não eram verdadeiras as agressões e desta forma desamontar os argumentos da Corregedora, o corregedor geral manteve as punições abusivas.


Denuncias permeiam Corregedoria, mas sindicato se cala

Não é de hoje que as denuncias de abuso, perseguição politica e instrumento de controle rondam a corregedoria da Fundação CASA de São Paulo.

Uma outra denuncia grave, foi feita também pelo Jornal Língua Afiada, sobre um adolescente esfaqueado pelo Grupo de Intervenção Rápida - GIR, que veio do sistema prisional junto com a presidente Berenice Gianella, onde nada foi feito, mostrando uma omissão por parte da administração.




A Corregedoria da instituição, que deveria ser um órgão autônomo para poder apurar com autoridade, de forma clara tem funcionado como um instrumento de perseguição politica de desafetos e opositores da administração. 



Esta situação ocorre de forma tranquila para  administração, já que não há por parte da entidade sindical uma atuação positiva no sentido de coibir este abuso. Ao contrário, segundo militantes da categoria, Corregedoria e Sindicato andam de mãos dadas, visto que muitos desafetos do sindicato, diretamente são também eliminados através da corregedoria governamental.

Tanto é verdade, que um chamado tem sido compartilhado nas redes sociais, para uma assembléia sábado dia 24.10, a partir das 15 horas, visando discutir a divisão do sindicato.

Para alguns servidores ouvidos pelo Língua Afiada, as denuncias são tão graves, que o sindicato deveria de imediato ingressar com uma representação criminal contra a corregedoria, bem como, com uma ação na Justiça do Trabalho, pedindo a nulidade de todos os processos administrativos.






Atitude da Corregedora pode caracterizar crime


O Jornal Língua Afiada, buscou ouvir de especialistas se a atitude da Corregedora caracterizaria crime. 

Para o Dr. Luiz Santos, advogado criminalista da LS advogados, que atuam na defesa de servidores processados criminalmente em função de suas atividades na fundação, conduta da corregedora, por ser servidora pública caracteriza crime funcional. "Tal crime, se capitula no artigo 350 inciso IV do Código penal- que diz-Ordenar ou exercer medida privativa de liberdade individual, sem as formalidades legais ou com abuso de poder- pena detenção de 1 mes a 1 ano, no paragrafo único; na mesma pena incorre quem inciso IV  efetua com abuso de poder qualquer diligencia, ou mesmo outro crime funcional que é prometer vantagem indevida", afirmou ele.



Dr. Luiz informou ainda, que a corregedora poderá responder criminalmente, se ela realmente tenha praticado este tipo de crime, e qualquer pessoa que tenha conhecimento deste crime praticado poderá levar ao conhecimento das autoridades.

Consultado sobre o fato, o ex deputado estadual Antonio Mentor, disse não se surpreender sobre as denuncias, pois tem acompanhado pela imprensa as seguidas rebeliões e fugas, e sabe bem, quem sempre fica na linha de fogo são os servidores. Antonio Mentor, disse que vai se reunir com o Deputado federal José Mentor e discutir os encaminhamentos necessários para barrar este tipo de abuso e de fraude.

Por: Gilberto Braw 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Pastor da Corrupção Eduardo Cunha apanha no STF e deixa Gilmar Mendes exposto

Gilmar e Cunha, investigação arquivada , relação duvidosa


As afirmações  feitas pelo presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha “Não vou morrer sozinho. Se eu for, vou morrer abraçado com muita gente”, começam  a se concretizar, parece que o primeiro a ser arrastado com ele para o fundo do poço é o anti-petista Ministro do STF Gilmar Mendes.

Nesta quarta feira (21), Cunha levou outra surra no STF, ao ter negado o seguimento de seu Mandato de Segurança interposto contra as decisões que suspenderam o rito de impeachment proposto por ele (Cunha).



Na decisão  que negou o seguimento ao Mandato de segurança de Cunha, indiretamente o Ministro Celso de Mello deu uma cacetada digna de deixar  o parlamentar desmoralizando.

Com mais esta decisão do STF,  a pretensão nefasta do pastor da corrupção Eduardo Cunha e de seus correligionários de retirar do cargo a presidenta Dilma Rousseff, começa a desabar como uma verdadeira avalanche, o que explica o desespero da elite sonegadora e golpista em fazer manifestações fracassadas, como ocorreu nos últimos  dias.


Mas a tentativa de golpe de Cunha rechaçado pelo STF, traz a tona diversos outros desdobramentos, expondo a publico quem são os detentores do poder que sempre acobertaram os corruptos e que no momento começam a afundar com Cunha.

Entre os protetores dos corruptos, aparece o Ministro Gilmar Mendes do STF que, claramente tem mostrado seu ódio contra o PT e contra o governo de Dilma Rousseff. 

Apesar do discurso moralista de Gilmar Mendes, o site VIOMUNDO, trouxe uma noticia que deixa explicita a relação de protecionismo de Mendes com o presidente da câmara Eduardo Cunha. 

Segundo o site, Gilmar mandou arquivar uma investigação da Policia Federal contra Eduardo Cunha, na Divisão de Repressão a Crimes Financeiros.


Como nosso caro internauta pode observar, quase todas as pessoas que querem de alguma forma derrubar Dilma Rousseff da Presidência da republica, tem de alguma forma o rabo preso ou cometeram algum tipo de ilícito contra o Brasil, seja no campo da corrupção, seja no campo da sonegação fiscal.

Mas como nossa presidenta guerrilheira é forjada em aço maciço, não quebra e nem enverga, por tanto, os que querem ocupar seu lugar vão ter que esperar até 2018, isso é, se não forem para a cadeia antes.

Por: Gilberto Braw

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Politica

Dilma diz que corte no Bolsa Família é atentar contra 50 milhões de brasileiros


A presidenta Dilma Rousseff utilizou o Twitter para criticar a proposta do relator da Lei Orçamentária Anual, deputado Ricardo Barros (PP-PR), de cortar R$ 10 bilhões do Programa Bolsa Família.

Segundo Dilma, cortar o programa "significa atentar contra 50 milhões de brasileiros que hoje têm uma vida melhor por causa do programa".

Saiba Mais



Nessa terça-feira (20), no dia em que o Bolsa Família completou 12 anos, o deputado Ricardo Barros anunciou que pretende diminuir o orçamento do programa em cerca de 35%.

Após o posicionamento contrário de líderes governistas, da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e do presidente do Senado, Renan Calheiros, Dilma foi enfática.

"Não podemos permitir que isso aconteça. Estou certa de que o bom senso prevalecerá na destinação de recursos ao programa", defendeu.

Classificando o benefício como o "maior programa de inclusão social do mundo" e destinado aos mais vulneráveis, a presidenta afirmou que o Bolsa Família mantém 36 milhões de pessoas fora da extrema pobreza.

"O Bolsa Família é prioridade máxima para o meu governo, como foi para o do ex-presidente Lula. Garante ainda que 17 milhões de crianças e adolescentes estejam na escola e ajudou a reduzir em 58% a mortalidade infantil", escreveu, lembrando que a importância da política pública é reconhecida pela Organização das Nações Unidas e pelo Banco Mundial.

Fonte: Agência Brasil

Saúde

Hospital da UFRJ abre unidade para cirurgia em pacientes com síndrome de Down


A primeira unidade cirúrgica do país para acolher pessoas com síndrome de Down e outras necessidades específicas já está em funcionamento. O local foi inaugurado na sexta-feira (16), no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Diretor-geral do hospital, Eduardo Côrtes afirmou hoje (20) que não se trata de um centro cirúrgico específico para pacientes com Down, mas de uma unidade com mais privacidade para pacientes e familiares. “Nossas enfermarias são de quatro e seis leitos. Às vezes, as pessoas com síndrome de Down falam com muita dificuldade, engolem com muita dificuldade. Por isso, tem de colocar a família junto. A sala cirúrgica é comum, mas a unidade é um quarto espaçoso, com sofá-cama e espaço para toda a família ficar, inclusive com um banheiro específico.”

Segundo Côrtes, ainda não se sabe qual a demanda pelo serviço. “Isso nunca existiu, mas que o hospital está aberto para quem precisar. Não tem fila. Pode chegar que vamos atender. Pode procurar direto, mas o encaminhamento é mais adequado, porque a pessoa precisa de um hospital de apoio perto de casa. Então, é melhor procurar o posto de saúde para ser encaminhado. Mas não vamos burocratizar. Se a pessoa for lá, vamos avaliar e, se for um caso cirúrgico, vamos operar.”

O diretor lembrou que o hospital não tem atendimento ambulatorial para portadores da síndrome de Down, apenas a parte cirúrgica. Côrtes esclareceu que a ideia de abrir a unidade de internação surgiu quando o hospital atendeu uma paciente que tentou durante três anos uma cirurgia de vesícula e era recusada por outros hospitais da rede pública.

“Ela estava há três anos tentando a cirurgia. Já tinha tido quatro crises de vesícula e deu sorte de não ter morrido nessas crises, porque o cálculo migra e pode dar uma infecção. É uma paciente que não fala, não anda, não engole nada sólido e tem de ter comida líquida ou pastosa. É muito limitada a parte cognitiva.É uma pessoa dependente de cuidados especiais. Foi uma luta para a família. Isso nos inspirou a criar essa unidade e nos preparar para isso.”

A médica pediatra Ana Claudia Brandão, responsável pelo programa de síndrome de Down do Hospital Israelita Albert Einstein, informou que a condição genética gera aumento da frequência de algumas doenças nessa população, sem necessidade de tratamentos diferenciados.

“As crianças nascem com mais chances de alterações cardíacas, algumas com má-formação intestinal, problemas de tireoide, visão e audição. A puericultura não é diferente de todos os demais bebês, mas tem essas doenças que são mais frequentes. O médico precisa estar bem treinado para não perder o diagnóstico, porque tudo é tratável e se não tratar vai comprometer o desenvolvimento desse bebê, o desenvolvimento cognitivo dele.”

Segundo ela, que faz parte do Movimento Down, é preciso melhorar a formação do médico para lidar com portadores da síndrome. “Nesse sentido, acredito que, por enquanto, nossa população de médicos não está bem treinada para conhecer as especificidades das crianças e das pessoas com Down. Talvez seja interessante ter serviços clínicos específicos, de acompanhamento clínico de saúde, com realização de exames periódicos de avaliação para visão, audição e problema de tireoide, que são os problemas mais comuns das pessoas com síndrome de Down.”

De acordo com Ana Claudia, portadores da síndrome são mais propensas a desenvolver diabetes, doença celíaca, algumas leucemias e problemas ortopédicos. Côrtes acrescentou que também são comuns alterações dentárias, de drenagem nos seios da face e na coluna vertebral, que podem ser corrigidas cirurgicamente.

Conforme a médica, a síndrome de Down, também chamada de trissomia do cromossomo 21, não é uma doença, mas uma condição genética na qual os indivíduos apresentam três cromossomos 21 e não dois como na maior parte da população. De acordo com o Movimento Down, a estimativa é que existam 270 mil pessoas no Brasil com a síndrome.

Eduardo Cortês adiantou que o Hospital Universitário está organizando um simpósio sobre cirurgias em síndrome de Down para médicos e profissionais de saúde, além de palestras para as famílias. O encontro deve ocorrer em dezembro.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Politica

Partidos de oposição pedem afastamento de Eduardo Cunha da Presidência da Câmara


Os líderes do DEM, Mendonça Filho (PE), do PPS, Rubens Bueno (PR), e da Minoria, Bruno Araújo (PSDB-PE), disseram hoje (20), em entrevista coletiva, que, após reunião e consulta às bancadas, voltaram a pedir o afastamento do presidente do Câmara, Eduardo Cunha. “Todos nós reconhecemos as gravíssimas acusações que pairam sobre o presidente da Casa e todos nós defendemos o afastamento do presidente”, disse Araújo. “Vamos acompanhar de perto o desenrolar desses acontecimentos na Comissão de Ética”.

Segundo os líderes, a oposição defende que o processo contra Cunha no Conselho de Ética tramite o mais rápido possível, uma vez que Cunha disse que não pretende renunciar à presidência. “Só há dois caminhos, a renúncia, que é uma decisão pessoal, ou por meio da tramitação do Conselho de Ética, que é onde as provas contra ele devem ser apresentadas, e nós vamos defender a celeridade do processo”, disse o líder do DEM, Mendonça Filho.

Ao ser questionado a respeito do apoio do também oposicionista Solidariedade a Eduardo Cunha, Mendonça Filho disse respeitar a posição do presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP).

O PSOL, que também faz oposição ao governo, “mas de esquerda” criticou a postura dos oposicionistas. Mais cedo, o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), acusou a oposição de “jogar para fora”. “A nota que cinco partidos assinaram no dia 10 de outubro  foi uma nota para o mundo, para fora e que não tem existência aqui dentro da Câmara. Isso é péssimo para o parlamento brasileiro”, 

Alencar cobrou um posicionamento mais firme da oposição, com discursos no Plenário, sobre a saída de Cunha. “As pessoas sabem que as acusações são graves”, argumentou. Segundo o deputado, a oposição e o governo estão fazendo um “blindagem envergonhada” de Cunha em razão da disputa política envolvendo um eventual pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “Se você aperta o pino do processo de impeachment nós o protegemos aqui, se não, nós o protegemos acolá”, criticou.

O líder do DEM, negou que a oposição esteja tentando blindar Eduardo Cunha. “A gente não está condicionando a questão da tramitação do processo de impeachment à posição sobre o presidente Eduardo Cunha”, pontuou. Mas afirmou que a postura é de também não condenar antes do tempo. “Ao mesmo tempo, insistimos que o Conselho de Ética proceda com as investigações o mais rápido possível”, disse.

Mendonça Filho disse que poderia ir a Plenário cobrar a renúncia de Cunha, mas argumentou que a posição contra o presidente da Câmara é pública. “Para o Brasil e para o presidente Eduardo Cunha”.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse que pedir a renúncia de Cunha não é uma questão de governo. "O diálogo do governo com o presidente da Casa é no sentido de fluir a pauta, votar as matérias, discutir a agenda econômica do país. Sobre as questões internas são as lideranças partidárias que devem se manifestar", disse. "Eu não posso me manifestar e nem é o caso. Eu, pelo governo, estou preocupado com a agenda, com a matérias, essa questão diz respeito às bancadas partidárias."

Fonte: Agência Brasil

Direitos Humanos

Human Rights Watch denuncia o caos das prisões em Pernambuco


Relatório divulgado pela organização não governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW) denuncia o descontrole e insalubridade dos presídios em Pernambuco. Segundo a entidade, parte do controle sobre as celas mais superlotadas do país foi repassada para os próprios criminosos, que mantêm a disciplina sobre os demais.

Conhecidos como “chaveiros”, por terem as chaves das alas, esses internos cobram por colchões e dominam a venda de drogas dentro das prisões. “Os chaveiros vivem em celas privadas, muitas vezes equipadas com televisores, grandes ventiladores, geladeiras e banheiros”, diz a HRW a partir das visitas feitas a quatro presídios em Pernambuco.

Com base em dados divulgados pelo Ministério da Justiça, a ONG destaca que 32 mil pessoas estão presas em Pernambuco em penitenciárias com apenas 10,5 mil vagas, no total. O que resulta, de acordo com a ONG, no maior índice de superlotação do país, sendo que 59% desses internos ainda não foram julgados.

A HRW visitou duas prisões no complexo de Curado, em Recife, e duas em Itamaracá, 45 quilômetros distante da capital – a Penitenciária Barreto Campelo e a Penitenciária Agro-Industrial São João (PAISJ). Foram feitas ainda entrevistas com diretores das unidades, servidores públicos, ex-detentos e parentes de presos.

Penitenciária Marcelo Francisco de Araújo, em Pernambuco (Divulgação/Human Rights Watch)
Presos dormem em colchões no chão na Penitenciária Marcelo Francisco de AraújoDivulgação/Human Rights Watch

No Presídio Agente de Segurança Penitenciária Marcelo Francisco de Araújo (PAMFA), parte do Complexo de Curado, uma cela da ala disciplinar tinha seis camas de cimento para 60 presos. “Os presos naquela cela, sem camisas por conta do intenso calor e umidade, vivem espremidos em meio de um cheiro insuportável de suor, fezes e mofo”, enfatiza o documento.

Na PAISJ, o pesquisador encontrou presos dormindo nos corredores e áreas comuns. Dormem, segundo o relatório, “em qualquer espaço disponível no refeitório, inclusive em cima das mesas e bancos de cimento e no chão entre esses bancos”. O presídio tem capacidade para 630 presos, mas 2,3 mil detentos ali estão alojados.

A superlotação está ligada não só à falta de vagas, mas, segundo o autor do estudo, César Muñoz, falta gestão do sistema. “Tem muitas pessoas nos presídios que não deveriam estar lá”, diz, em referência a detentos que passam anos sem ser julgados ou que continuam presos após o fim da pena. Em outros casos, os condenados estavam aptos a progredir para o regime aberto, porém, continuavam nas penitenciárias.

Foram encontrados também problemas na infraestrutura das penitenciárias. “Em alguns lugares, as condições são inacreditáveis”, enfatiza Muñoz. De acordo com o documento, na PAISJ, “os presos precisam coletar água em baldes para beber, tomar banho, fazer a limpeza e dar descarga. Eles utilizam torneiras nos pátios, onde água é disponibilizada apenas três vezes ao dia, meia hora por vez”.

Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros, em Pernambuco (Divulgação/Human Rights Watch)
Presos vivem em condições insalubres no Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de BarrosDivulgação/Human Rights Watch
O excesso de pessoas e a insalubridade colaboram, segundo o relatório, para uma alta incidência de doenças. As prisões pernambucanas têm 2.260 casos de tuberculose para cada 100 mil pessoas – 100 vezes maior do que a média na população brasileira. A infecção por HIV chega a 870 casos por 100 mil – 42 vezes maior do que no restante da população.

Como exemplo do descontrole estatal nas prisões pernambucanas, o observador da HRW cita que no Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros, no Recife, foram vistos dois detentos fumando crack em uma torre de vigilância. Agentes penitenciários, policiais e demais funcionários não são revistados ao entrar nas penitenciárias. “O diretor de um presídio disse ter certeza que, em alguns casos, são eles mesmos que trazem as drogas”, ressalta o documento, que guardou sigilo da identidade do administrador.

Nesse ambiente, o relatório diz que os presos estão expostos a diversas formas de violência. Os "chaveiros" formam, de acordo com os relatos colhidos pelo pesquisador, grupos de detentos para extorquir os demais e garantir o pagamento das dívidas de drogas. “Os agentes penitenciários fazem vista grossa ou mesmo participam das atividades ilegais dos 'chaveiros' em troca de propina”, acrescenta o documento.

Fazem parte do documento dois relatos de estupro coletivo, um no PAMFA e outro no Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna. “Ambos [vítimas] denunciaram os ataques aos agentes penitenciários, que ignoraram suas denúncias.”

Entre as medidas que podem ser adotadas para enfrentar os problemas encontrados pela ONG, Muñoz defendeu a ampliação das audiências de custódia: sempre que ocorrer uma prisão em flagrante, o preso deverá ser ouvido em até 24 horas por um juiz, que avaliará se a prisão pode ser substituída por liberdade provisória.

Colocar os presos provisórios em espaços separados dos condenados é outra medida, que, na opinião de Muñoz, ajudaria a reduzir a violência. O fim dos "chaveiros" também é uma condição indispensável, segundo o especialista, para melhorar as condições nas prisões pernambucanas. “Você não pode dar a um preso poder sobre outros presos em um presídio.”

Governo responde

Em nota à imprensa, o governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, respondeu à  Human Rights Watch, afirmando que não recebeu qualquer relatório da entidade sobre a situação prisional do estado, mas reconhece a necessidade de melhorias na área “e vem encarando com prioridade e responsabilidade sua atuação, que não será  tutelada por organizações sociais”.

A secretaria informa que Pernambuco  possui uma população carcerária de 31.919 detentos para 11.196 vagas e, assim como os outros estados brasileiros, enfrenta diversos desafios, "como a necessidade de ampliação do número de profissionais para o exercício das atividades relacionadas à ressocialização".

Segundo a secretaria, Pernambuco já instalou audiêncvia de custódia na comarca da Capital, “obtendo índices de aplicação de medidas diversas à prisão com índices superiores a 39%”. A medida foi implantada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em diversos estados, devido ao entendimento de que a prisão antes da condenação penal deve ser considerada uma medida extrema.

A secretaria de Justiça, acrescenta que, em conjunto com  a Secretaria Estadual de Saúde e as secretarias de saúde municipais vem fortalecendo ações preventivas de combate à  tuberculose nos presídios, como contratação de equipes médicas, aquisição de medicamentos  e mutirões para prevenção e  controle da doença.

O Estado vem tomando medidas, também, conforme a nota da secretaria de Justiça e Direitos Humanos, para coibir a subordinação de um preso ao outro, com intensificação de revistas, aquisição de equipamentos de apreensão de armas, videomonitoramento e ações de inteligência, “sempre tendo como meta o respeito aos direitos e integridade dos presos”.

Fonte: Agência Brasil

Internacional

ONU exige fim da violência entre Israel e palestinos


O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, exigiu hoje (20) a israelenses e palestinos que ponham fim à onda de violência na região, em comunicado divulgado antes de seguir para uma visita-surpresa a Israel e à Palestina.

"Já chega. Deixemos de hipotecar o futuro de ambos os povos e da região", disse o secretário-geral em mensagem de vídeo gravada em Bratislava, onde participou de ato em comemoração ao 70º aniversário da ONU.

Ban Ki-moon, que ainda hoje deverá se reunir com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e amanhã com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, em Ramallah, dirigiu-se em primeiro lugar aos palestinos para manifestar "consternação" por ter visto "jovens, meninos, levantando uma arma para matar".

"Entendo a frustração de vocês, sei que as esperanças de paz foram interrompidas em inúmeras ocasiões, estão cansados pela continuação da ocupação e a expansão das colônias. Muitos de vocês estão decepcionados com os seus  líderes e conosco, a comunidade internacional, por não termos conseguido pôr fim à ocupação", afirmou o líder da ONU.

"Mas, deixem-me ser claro: a violência só vai minar as legítimas aspirações palestinas para alcançar um Estado".

Aos israelenses, ele manifestou compreensão pela situação, pelo “medo das crianças irem à escola e por qualquer um na rua ser uma potencial vítima”.

Assim, acrescentou, “a segurança é obviamente uma prioridade imediata”, mas lembrou que as medidas tomadas recentemente pelo governo de Israel não são a solução.

“Muros, reforços policiais, duras respostas por parte das forças de segurança e a demolição de casas não podem sustentar a paz e a segurança”.

A visita do secretário-geral da ONU coincide com uma ofensiva diplomática da comunidade internacional para conter a onda de violência que começou no início deste mês e que já deixou 43 mortos do lado palestino e oito entre os israelenses

A visita-surpresa de Ban Ki-moon coincide também com os esforços do secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, que se reunirá na Alemanha com Netanyahu e, na sexta-feira (23) com Abbas, em Amã.

Fonte: Agência Brasil

Poder Judiciário

Tribunal determina que Lei Maria da Penha seja aplicada em caso de transexual


A 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou hoje (19) que medidas previstas na Lei Maria da Penha sejam aplicadas em favor de uma transexual ameaçada pelo ex-companheiro. Segundo a decisão, o homem não poderá se aproximar nem entrar em contato com a vítima, seus familiares e testemunhas do processo.

De acordo com o TJ, a vítima informou que manteve relacionamento amoroso por cerca de um ano com o homem. Após o fim da relação, ele passou a ofendê-la e ameaçá-la. A transexual então registrou boletim de ocorrência e pediu medidas de proteção à Justiça.

O pedido foi negado pelo juiz de primeiro grau, sob justificativa de que a vítima pertencia biologicamente ao sexo masculino, fora do campo de ação da Lei Maria da Penha.

Saiba Mais


Na segunda instância, em julgamento de mandado de segurança, a desembargadora Ely Amioka, relatora do caso, considerou que a lei deve ser interpretada de forma ampla, sem ferir o princípio da dignidade da pessoa humana.

“A expressão 'mulher', contida na lei em apreço, refere-se tanto ao sexo feminino quanto ao gênero feminino. O primeiro diz respeito às características biológicas do ser humano, dentre as quais a impetrante não se enquadra, enquanto o segundo se refere à construção social de cada indivíduo, e aqui a impetrante pode ser considerada mulher”, afirmou a desembargadora.

“É, portanto, na condição de mulher, ex-namorada, que a impetrante vem sendo ameaçada pelo homem inconformado com o término da relação. Sofreu violência doméstica e familiar, cometida pelo então namorado, de modo que a aplicação das normas da Lei Maria da Penha se fazem necessárias no caso em tela, porquanto comprovada sua condição de vulnerabilidade no relacionamento amoroso”, acrescentou.

Além da relatora, o julgamento teve participação dos desembargadores Sérgio Coelho e Roberto Solimene. A decisão foi por maioria de votos.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

"Vem Pra Rua" foi pro espaço em manifestação fracassada contra Dilma hoje 19.10.2015

Protesto pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff realizado no Largo da Batata, em SP

A manifestação pelo Impeachment  da presidente Dilma Rousseff, convocada pelo movimento vem pra rua hoje, acabou indo para o espaço e, no caminho que andam as coisas, o movimento pode até mudar de nome e passar a se chamar " Vem pra marte".

Os manifestantes que se reuniram hoje no Largo da Batata em São Paulo (reduto do governo Tucano Alckmin), não chegou a mais do que 300 pessoas, mas  a Policia Militar do PSDB chegou a apontar a participação de mil e quinhentas pessoas.

Ontem (18), este movimento junto com outros, não conseguiu reunir se quer mil pessoas no Brasil inteiro, mostrando que os últimos acontecimentos, envolvendo o presidente da câmara dos deputados Eduardo Cunha, as denuncias contra a cúpula do PSDB, entre eles Aécio Neves, Serra e Aloysio Nunes, deixaram a população brasileira mais esclarecida sobre a verdadeira intenção dos golpistas.

Fica cada vez mais evidente para toda a sociedade e para o mundo, que a verdadeira intenção destes movimentos aliados aos inescrupulosos políticos golpistas, não tem o caráter de buscar acabar com a corrupção, ou, de moralização das instituições publicas. O verdadeiro interesse dessa classe politica nefasta, é interromper o curso apuratório das megas fraudes realizadas durante anos no Brasil, em especial nas gestões de FHC e dos governos estaduais do PSDB.

Ao tentar tirar da presidência da Republica Dilma Rousseff, a elite pretende também interromper a cobrança dos impostos sonegados por grandes empresas e personalidades, tais como Neymar, Ronaldo, Ratinho, Globo, Veja, entre milhares de outras que causam ao país um rombo 10 vezes maior do que o escândalo da Petrobras.

O povo brasileiro cada vez mais percebe que em todas as gestões anteriores, os tubarões da politica e das oligarquias, sempre se beneficiaram do jeitinho brasileiro ou da corrupção politica judiciária, para assim se eximirem de suas punições e continuarem a roubar cada vez mais e explorar cada  a classe trabalhadora.

No entanto, ao se verem ameaçados a ponto de irem parar na cadeia, querem a todo custo tirar do poder quem realmente quer efetivar a moralização, nem que para isso seja obrigada a cortar na própria carne.

Como já anunciado em nosso blog, alguns dos lideres destes movimentos, são funcionários públicos que recebem sem trabalhar, como foi um deles flagrado batendo o cartão de ponto e indo para casa, ou ainda, alguns são bancados por empresas estrangeiras do ramo do petróleo, com um interesse gigantesco em ver a Petrobras e o pré sal serem privatizados, como ocorreu com a Vale do Rio Doce na gestão de FHC, que entregou de mão beijada a preço de banana.

Mas nem tudo esta ruim para a elite que não suporta a convivência com pessoas simples e humildes, para não dizer pobres favelados como adoram dizer. 

Recentemente a Nasa descobriu água em marte, e caso esta elite nefasta queira viver no seu mundinho blue, poderão pegar um "busão espacial" e se mudarem para lá. Fica a dica do nosso blog.  " Vai Pra Marte"

Por: Gilberto Braw


Politica

Ministro da Justiça diz que não há base jurídica para impeachment

Rio de Janeiro - O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e governador do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão se reúnem para discutira a segurança durante as Olimpíadas do Rio, em 2016 (Tomaz Silva/Agência Brasil)


O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou, nesta segunda-feira (19), que não há qualquer fato que justifique juridicamente um processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, como defende parte dos partidos de oposição.

Cardozo disse que, se isso ocorrer, será de forma contrária ao que está disposto nas leis e na Constituição. “O processo de impeachment é um processo jurídico-político e, portanto, exige, para que seja deflagrado, uma base jurídica, um fato imputável à Presidência da República. E nesse caso não há nenhum fato que, juridicamente, justifique a instauração de um processo de impeachment."

Segundo o ministro, por mais que exista uma força retórica de alguns juristas engajados com a oposição, não há nenhum fato, e isso é reconhecido por vários outros juristas. "Portanto, não vejo nenhuma base legal para que se instaure um processo de impeachment. Qualquer instauração será ao arrepio da Constituição, será ao arrepio do próprio estado de direito”, afirmou Cardozo, após encontro, no Palácio Guanabara, com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Cardozo e Pezão conversaram sobre o reforço nas operações de segurança visando aos Jogos Olímpicos, que serão disputados na capital fluminense no ano que vem.

O ministro comentou ainda as críticas que recebe, tanto da oposição quanto de integrantes da base governista, por sua atuação junto à Polícia Federal (PF) nas investigações da Operação Lava Jato. De acordo com Cardozo, a posição de ministro é ingrata, pois as pessoas não compreendem bem o seu papel.

“Quando a Polícia Federal investiga alguém da oposição, diz-se que estamos instrumentalizando a Polícia Federal, que estamos perseguindo alguém. Quando a Polícia Federal investiga alguém que é aliado ao governo, diz-se que o ministro não controla a Polícia Federal. Nenhum dos lados qualifica a verdade. Ninguém utiliza a Polícia Federal para perseguir ninguém e ninguém utiliza uma situação de controle da Polícia Federal”, afirmou Cardozo.

Ele explicou que sua função, enquanto ministro, é garantir à Polícia Federal autonomia e liberdade da investigação  e intervir apenas quando há ilegalidade ou abuso de poder. “Eu não vou dizer quem vai ser investigado e quem não vai. A polícia tem total liberdade de investigação, seja em relação a aliados do governo, seja em relação à oposição. Instrumentalizar para perseguir inimigos, eu não devo, não é o papel do ministro de Estado da Justiça em uma democracia e  em um estado democrático de direito.”

Quanto ao apoio ao Rio de Janeiro no esquema de segurança para os Jogos Olímpicos, o ministro garantiu que as policias Federal e Rodoviária Federal vão intensificar as operações no entorno, patrulhando as divisas com os estados, e também aumentando as ações de repressão ao contrabando de armas pelas fronteiras do país.

Fonte: Agência Brasil

Direitos Humanos

Órgão da ONU de prevenção da tortura visita pela segunda vez o Brasil

O Subcomitê das Nações Unidas sobre Prevenção da Tortura (SPT) estará no Brasil, a partir de amanhã (19) até 30 outubro, para avaliar o progresso na prevenção da tortura, após as recomendações feitas na primeira visita em 2011. No final do trabalho, serão apresentadas observações orais preliminares às autoridades brasileiras.

O chefe da delegação da ONU, Víctor Madrigal-Borloz, disse que as visitas às prisões serão feitas de surpresas. Além disso, o grupo se encontrará com autoridades federais e estaduais, representantes da sociedade civil, e do organismo criado para monitorar os locais de detenção, conhecido como Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura.

O SPT comunica suas recomendações e observações ao Estado por meio de um relatório confidencial e, se necessário, aos Mecanismos Nacionais de Prevenção. No entanto, os Estados Parte são incentivados a pedir ao subcomitê que divulgue publicamente seus relatórios.

“O SPT formulará seu aconselhamento com base nas suas observações prévias e recomendações, no diálogo contínuo com as autoridades brasileiras e nas visitas aos locais de detenção durante sua missão”, disse Víctor Madrigal-Borloz.

O órgão tem o mandato de visitar todos os Estados-membros que são partes do Protocolo Facultativo para a Convenção contra a Tortura .O protocolo foi, até o momento, ratificado por 80 países. Seu mandato permite ao SPT fazer visitas não anunciadas a locais de privação de liberdade.

Fonte: Agência Brasil